terça-feira, 23 de junho de 2015

Os Cinco Ritos Tibetanos


O nosso corpo tem sete centros de energia, que podem ser chamados vórtices, ou chacras.
Trata-se de poderosos campos energéticos, invisíveis aos olhos, mas cuja existência é indiscutível. Os sete vórtices controlam as sete glândulas do sistema endócrino, e estas, por sua vez, regulam todas as funções do corpo, inclusive o processo de envelhecimento.
.O sétimo, o vórtice mais elevado (o chacra coronário), localiza-se no alto da cabeça;
.O sexto (o chacra do terceiro olho), no centro da testa, entre as sobrancelhas;
.O quinto vórtice (o chacra da garganta), fica na base do pescoço;
.O quarto (o chacra cardíaco), no centro do peito;
.O terceiro (o chacra do plexo solar), acima do umbigo e abaixo do peito;
.O segundo (o chacra sexual), na região do baixo ventre, abaixo do umbigo;
.O primeiro vórtice (denominado chacra da Raiz) situa-se na base da coluna;

Num organismo sadio, todos esses vórtices giram a grande velocidade, fazendo com que a energia vital flua, subindo pelo sistema endócrino. Mas, se um ou mais desses centros começa a diminuir a velocidade de rotação, o fluxo da energia vital fica inibido ou bloqueado – e disso resulta o envelhecimento ou a doença. O modo mais rápido de se manter ou recuperar a saúde, vitalidade e juventude é fazer esses centros de energia voltar a girar normalmente.
Existem cinco exercícios simples para tal finalidade. Qualquer um deles sozinho já é bom, mas os melhores resultados são alcançados quando se praticam juntos. Esses exercícios não são uma ginástica. Os lamas tibetanos os chamam de ‘ritos’.
Os Cinco Ritos Tibetanos são a chave para a vitalidade, saúde e juventude, restabelecem o equilíbrio dos sete centros de energia.


RITO NÚMERO 1
O primeiro rito é muito simples.
É feito com o propósito expresso de aumentar a velocidade dos vórtices. As crianças costumam fazê-lo quando brincam
Tudo o que  tem a fazer é ficar de pé, ereto com os braços estendidos para os lados, na horizontal.
Em seguida, gire de um lado a outro, partindo da esquerda para a direita. Em outras palavras, se você colocasse um relógio deitado no chão, teria de girar seguindo os ponteiros deste.

RITO NÚMERO 2
O segundo rito estimula ainda mais os sete vórtices. Ele também é muito simples. A pessoa fica deitada de costas no chão, sobre um tapete ou qualquer outro forro macio. Uma vez deitado de costas, estenda os braços ao longo do corpo e vire as palmas das mãos para o chão, mantendo os dedos fechados. Então, erga a cabeça do chão, encostando o queixo no peito. Ao mesmo tempo, vá levantando as pernas, com os joelhos retos, até ficarem na vertical. Depois, vagarosamente, abaixe a cabeça e pernas, mantendo os joelhos firmes, até voltar à posição inicial. Deixe os músculos relaxarem e depois repita o rito. A cada repetição, estabeleça um ritmo de respiração: inspire profundamente ao erguer as pernas e a cabeça; expire todo o ar dos pulmões ao baixá-las. Quanto mais profundamente respirar, melhor. Se você for incapaz de manter os joelhos perfeitamente retos, dobre-os o mínimo necessário. Mas, prosseguindo na prática, empenhe-se em manter as pernas sempre bem estendidas.

RITO NÚMERO 3
Este rito deve ser praticado logo depois do segundo e é também muito simples.
Ajoelhe-se no chão com o corpo ereto e os braços estendidos paralelamente ao corpo. As palmas das mãos devem ficar encostadas na lateral das coxas. Incline a cabeça para frente, até o queixo tocar o peito. Depois, leve a cabeça para trás, o máximo possível e, ao mesmo tempo, incline-se para trás, o máximo possível, arqueando o corpo.
Feito isso, volte à posição original e comece de novo o rito. Inspire profundamente quando arquear a espinha e expire ao voltar à posição ereta. A respiração profunda é extremamente benéfica, por isso encha os pulmões o máximo que conseguir.

RITO NÚMERO 4
Primeiro, sente-se com as pernas estendidas para frente, deixando uma distância de uns quarenta centímetros entre os pés. Mantendo o corpo ereto, coloque as palmas das mãos no chão, voltadas para frente, ao lado do quadril.
O tronco e as coxas deverão ficar retos  horizontalmente em relação ao chão; os braços e as pernas estarão em posição perpendicular ao chão, todos os músculos deverão estar contraídos. Por fim, relaxe ao voltar à posição inicial e descanse antes de repetir o exercício.
Uma vez mais, a respiração é importante. Inspire profundamente ao elevar o corpo, segure a respiração durante a contração dos músculos e expire completamente enquanto volta à posição inicial. Continue respirando ao mesmo ritmo no intervalo entre as repetições.

RITO NÚMERO 5
Deite-se de bruços no chão. Em seguida, erga o corpo, apoiando-se nas palmas das mãos e dedos dos pés que deverão estar voltados para dentro (fletidos). Durante todo o rito, mantenha uma distância de cerca de 50 centímetros entre os pés e entre as mãos. Mantendo pernas e braços retos, arqueie a espinha e leve a cabeça para trás o máximo possível. Depois, dobre pelo quadril, erga o corpo até ele ficar como um V invertido. Ao mesmo tempo, encoste o queixo no peito. Volte à posição inicial e repita. Inspire ao erguer o corpo e expire quando o baixar.
Na primeira semana pratique cada rito três vezes ao dia. Depois, de semana em semana, vá aumentando as repetições de duas em duas, até estar fazendo cada rito 21 vezes por dia. Em outras palavras, na segunda semana execute cada rito cinco vezes; na terceira, execute cada rito sete vezes; na quarta semana, execute cada rito nove vezes por dia, e assim por diante. Em dez semanas estará fazendo cada um deles 21 vezes por dia.

Nos intervalos entre as repetições, fique de pé, ereto com as mãos nas ancas, e respire profundamente várias vezes. Ao expirar, imagine as tensões a sair do seu corpo, deixando-o relaxado. Quando inspirar, imagine uma sensação de bem-estar invadindo o seu corpo.